ELA NÃO É FRANCESA ELE NÃO É ESPANHOL


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Este duo de voz e harpa, tem vindo a desenvolver música que nem sempre é fácil de catalogar. Apesar da origem do seu trabalho estar no jazz, não se pode colar a esse rótulo.

Eduardo Raon e Inês Jacques conhecem-se durante a composição de “Reconciliation", álbum de 2004 dos Hipnótica, Inês Jacques convida-o para ser o colaborador de um projecto que há muito pensava pôr em prática, mas para o qual não encontrara o parceiro ideal. A partir daí começaram a desenvolver muito lentamente a música desta rara combinação instrumental.
ELA-NÃO-É-FRANCESA-ELE-NÃO-É-ESPANHOL, tem trabalhado e re-arranjado maioritariamente temas de jazz e alguns da esfera pop. Também começam a desenvolver o seu repertório original. O resultado não é jazz, pois esta combinação instrumental não se presta ao swing, mas é precisamente este ponto que torna interessante o seu trabalho: como é que ficam então temas, que estamos habituados a que tenham um balanço e um groove específicos, nesta linha tão despida e exposta, marcada ainda pela versatilidade, boa-disposição e seriedade dos dois músicos?
Recentemente, apresentaram-se nos III Encontros imediatos no âmbito do Festival Alkantara onde levaram a cabo um projecto que apontava para a ideia de arte para consumo. Uma instalação-concerto numa montra, interpretando jingles comerciais ao público transeunte.


This duo of voice and harp has been developing music that is not always easy to catalogue. Despite of the origin of his work be in the jazz, it can’t be linked to that label.

Eduardo Raon and Inês Jacques met each other during the composition of “Reconciliation", 2004 album of Hipnótica (Portuguese pop band), where the first one participated as a musician, and the second one as a critical listener. Inês Jacques invites him to be her collaborator of a project that she took a long time to put in practice because she couldn’t find ‘till then the ideal partner. Since then they began, very slowly, to develop the music of this rare instrumental combination.
ELA-NÃO-É-FRANCESA-ELE-NÃO-É-ESPANHOL has worked and re-arranged mostly jazz standards and some pop music also. The result, is not jazz, because this instrumental combination is not lent to the swing, but it is precisely this point that becomes interesting in their work: what is the result of that music, that we are used to have a specific swing and groove, in this crude and exposed line, marked still by the versatility, humour and seriousness of the two musicians?